No imbróglio da pesquisa com células-tronco, a observação palmar, simples e acessível a qualquer um é a de que duma única célula surge o corpo inteiro do seu João de Humelaga. E o pseudo-fato é que as células-tronco adultas não seriviriam. Hoje, depois que o STF cedeu à chantagem emocial de alguns pseudo-cientistas, a opinião aceita é a de que servem. Não havia um problema teórico a ser resolvido, mas uma vontade louca de agir. Mas os pseudo-cientistas, com o rabo entre as pernas, admitem que haviam errado, que haviam se precipitado, que, antes de virem a público com a promessa de uma panacéia, deveriam ter feito mais observações. E aí teriam visto que as células-tronco adultas são viáveis para o experimento que pretendiam, que os embriões poderiam ter sido deixados em paz, que o senhor João de Humelaga poderia ter nascido e estar solto no mundo, vivo e alegre.
Esse, porém, não era o método do nunca assaz louvado Pasteur. Antes de propor a teoria do germe, ele tinha alguns fatos que qualquer um poderia ver com os próprios olhos. O primeiro era que a multiplicação de micro-organismos não dependia do oxigênio. O segundo era que essas pequenas vidas, como as grandes, não resistiam a uma temperatura elevada. O terceiro era que esses seres hipotéticos tinham um certa massa. A diferença entre estes e o fatídico fato dos pesquisadores que prometiam o que não podiam cumprir é esta: os acidentes dos mircróbios já haviam sido observados quando a explicação foi proposta, mas a tese do quanto mais jovem melhor não passa de uma expressão bonitinha, mas ordinária. Não era um fato contemplado, mas sim uma hipótese a ser refutada à custa de outras pessoas.
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